Sobre mim
Mércia Araújo
Psicanalista, doutora em Humanidades e pesquisadora nas interfaces entre clínica, cultura, migração, maternidade, gênero, raça e linguagem.
Clínica e pesquisa em diálogo
Sou psicanalista brasileira e vivo atualmente na Suíça, depois de vários anos de trajetória profissional e acadêmica em Madrid. Atendo adultos e adolescentes em português e espanhol, presencialmente em Rapperswil-Jona e online.
Minha prática é orientada pela psicanálise e sustentada por formação continuada, análise pessoal, supervisão clínica, pesquisa e participação em espaços de transmissão e estudo.
Ao longo desse percurso, algumas questões passaram a ocupar um lugar central na minha clínica e na minha produção acadêmica: migração e pertencimento, maternidade e puerpério, relações, gênero, raça, identidade, sofrimento psíquico e as diferentes formas de silêncio que atravessam uma experiência.

Formação e trajetória
Uma formação construída entre clínica, cultura e pesquisa
Sou doutora em Humanidades e mestre em Teoria Crítica da Cultura pela Universidad Carlos III de Madrid, além de pós-graduada em Psicosociologia da Juventude pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Minha formação em psicanálise vem sendo construída ao longo dos anos por meio de estudo continuado, análise, supervisão clínica, seminários, cartéis e atividades de formação no Brasil e na Espanha.
Sou cofundadora da Del Ágora – Asociación de Profesionales de la Psique por la Palabra, criada em Madrid em 2019 e com atuação também na Suíça, dedicada à articulação entre clínica, formação, pesquisa e saúde mental.
No âmbito da Del Ágora, desenvolvo grupos de estudo e cartéis em psicanálise, espaços de pesquisa e produção teórica, palestras sobre saúde mental e grupos de apoio à maternidade e à experiência migratória, mantendo também um compromisso com a clínica social e com dispositivos coletivos de escuta.
Pesquisa
Silêncio, dano e legitimidade do dizer
Meu doutorado investigou as relações entre silêncio e dano no puerpério e na migração, articulando psicanálise, história, gênero, raça, classe e relações de poder.
A questão que atravessa esse trabalho também orienta parte da minha escrita: em que condições uma experiência de sofrimento encontra reconhecimento, palavra e possibilidade de elaboração — e o que acontece quando essas condições não estão dadas?
Atualmente
Vivo e trabalho na Suíça, mantendo minha prática clínica em Rapperswil-Jona e online. Trabalho em português e espanhol, acompanhando também pessoas que vivem fora de seus países de origem e desejam realizar uma análise em uma língua com a qual mantêm uma relação afetiva e biográfica.
